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Returning to Brazil

Achei muito interessante o trabalho, e mais interessante ainda, sabem de quem é a ilustração da capa?? Ah! Eu não dou ponto sem nó e era isto na verdade o „lead da matéria“:minha filhota! Ai, quanta corujice em uma mãe, fiquem à vontade para pensar o que quiserem, mas eu tinha que escrever a respeito. Semana passada, quando fui buscá-la na escola, ela me disse: „Mãe, recebi na Escola um envelope da Embaixada do Brasil, tem uma carta do Embaixador lá dentro.“. Ai Jesus! Já fiquei logo agoniada, abrindo imediatamente o envelope. Na carta, nos foi explicado que o desenho dela tinha sido escolhido, pleo Ministerio de Relacoes Exteriores, dentre os participantes do Concurso de Desenho Infantil „Brasileirinhos no Mundo“, organizado pela Embaixada do Brasil e a Escola Europeia de Berlim.
Sobre o Concurso aqui o LINK.

Embora o nome dela não conste na lista dos vencedores, ela foi agraciada desta maneira, pela qual , eu pessoalmente, acho ainda melhor do que um prêmio em forma de brinquedo ou algo assim. No cantinho da cartilha, está impresso o nome italiano dela: Giuseppina Castronovo, 7 anos/ Berlim (na verdade, engoliram o „s“do sobrenome, mas a autora é ela mesminha, minha única e inconfundível rebenta).

Fiquei orgulhosíssima da minha pimpolha, imaginem ter o nome e a „obra“ estampados em 6.000 mil exemplares da cartilha distribuída pelo mundo inteiro? Considero grande ironia do destino minha filha ser louca de vontade de morar no Brasil e ter um desenho dela em um guia de retorno ao Brasil!! Será um sinal dos deuses?? Ela me pergunta com frequência por que não podemos nos mudar pra lá. A resposta é sempre a mesma: porque ainda não me estruturei para isto e que uma decisão desta não pode ser tomada assim. Vontade até que eu tenho, algumas vezes, confesso.

Esta pirralha tinha quase me arrancado lágrimas, um dia antes deste acontecimento, ao chegar em casa me avisando que tinha adorado a nova namorada do pai e que tinha ganho „uma nova família“: com uma meia-irmã, um meio-irmão, dois cachorros e uma madrasta! Isto, uma madrasta! Eu mereço, meu Deus? pensei com meus botões, tentando me manter calma e disfarçar meu desconforto. Expliquei pra ela que madrasta, pelo que eu sei, a gente só tem depois que a mãe morre, mas eu abro uma exceção e permito que ela conte pros amigos que tem uma também...

Por essas e outras a gente lembra do ditado „ser mãe é padecer no paraíso“ e para uma mãe leonina, como eu, ainda completo: padecer no paraíso e se despedaçar no juízo! Mas a gente vai levando, rezando pela felicidade nossa, dos filhos, das boas madrastas e de todos aqueles que estejam pensando no returning to Brazil...


Copyright: Claudia Sampaio
Foto: Claudia Sampaio
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