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Por um novo sujeito - terceira parte

O fato é que este Estado-Nação carrega interesses nacionais históricos e fundamentais que, uma vez extintos, transtornam a percepção da realidade, algo importante para a saúde psíquica de qualquer pessoa. Em outras palavras, o mundo não pode ser globalizável como queremos, ou seja, totalmente.

A questão é que é justamente nesta reação previsível e humana em prol de sua saúde psíquica que as pessoas tem revelado posições xenófobas. Ou seja, não deveria surpreender a vontade de ficar sozinho em seu próprio país.

Não estou dizendo que isto justifica agressões e outros crimes, mas apenas levantando uma reflexão que entendo como útil para nos auxiliar, como proponho nesta série de textos, que nos tornemos um novo sujeito, um sujeito reflexivo.

Esta mudança carrega em si um potencial de transformação que pode fazer toda diferença em nosso dia a dia e, mais que isso, dar-nos capacidade de sobreviver aos imensos desafios que a vida em outro país nos propõe, até mesmo para quem já conseguiu se estabelecer e ter segurança.

Isto vale também para quem imagina que um começo errado, em qualquer sentido, pode atrapalhar esta missão. Este começo será impossível mudar, mas poderemos sempre fazer um novo para  termos também um novo fim.

Ricardo Soazeli é membro da Sociedade Brasileira de Psicanálise Integrativa. Nesta coluna, busca trazer textos reflexivos sobre a modernidade e seus efeitos. Para entrar em contato, envie um e-mail para Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.. Você poderá também encaminhar perguntas ao autor.

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